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Rally

Mundial de Rali terá 14 etapas e as voltas de Quênia, Nova Zelândia e Japão


21 Jan 2020 AP-22TWF6DN51W11_news (Copy) newsBANNER1
É difícil discordar: o Campeonato Mundial de Rali (WRC) é uma das competições mais empolgantes do automobilismo. Com grandes pilotos, mudanças nas equipes e no calendário, a temporada 2020 deve ser das mais equilibradas que já vimos. Mas, afinal de contas, o nos espera em cada uma das 14 etapas? Vem com a gente que explicamos cada uma delas!

Monte Carlo

Quando: 23-26 de janeiro
Piso: asfalto e neve
O Rali de Monte Carlo é o primeiro do ano e isso, por si só, já daria a ele um peso especial. Acontece que estamos falando de uma das etapas mais desafiadoras para os pilotos, com variação de pisos, condições diferentes e 16 estágios interessantes. Tradicionalíssimo, vai para sua 88ª edição e foi vencido nos últimos seis anos por Sébastien Ogier. Ao lado do compatriota Sébastien Loeb é quem mais subiu no alto do pódio por lá – sete vezes cada um.

Suécia

Quando: 13-16 de fevereiro
Piso: neve
Uma etapa toda na neve e no gelo. Só o tipo de pista já faria o Rali da Suécia ser dos mais empolgantes do calendário, mas a prova ainda tem outros atrativos. Partindo para a 68ª edição, é também uma das mais tradicionais do Mundial e, apesar do nome, passa por dois países, abrindo caminho também nas florestas da Noruega. É uma das etapas mais rápidas da temporada, apesar das condições bastante desafiadoras. O sueco Stig Blomqvist é o recordista de vitórias, com sete. Atual campeão do WRC, Ott Tänak venceu a edição passada.
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México

Quando: 12-15 de março
Piso: cascalho
Com 24 estágios, o Rali do México é uma das etapas mais longas do calendário do WRC. Ainda que não seja das provas mais tradicionais, vai para sua 17ª edição e está no calendário do Mundial desde 2004. Assim como acontece na Fórmula 1, a altitude é uma das grandes atrações da prova mexicana, com os motores precisando operar com cerca de 20% a menos da potência natural. Ogier é o atual vencedor da etapa e soma cinco vitórias, uma a menos que o recordista, Loeb.
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Argentina

Quando: 30 de abril – 3 de maio
Piso: cascalho
Sucesso absurdo de público, o Rali da Argentina é realizado na Villa Carlos Paz, na província de Córdoba. Realizado desde 1980, é a grande prova da América do Sul no WRC – inclusive com o fato de que o Chile teve sua etapa cancelada para 2020. É marcado por um piso bem complicado, que mistura lama e bastante água no traçado. Loeb é o recordista de vitórias, com oito. Quem também se destaca é Thierry Neuville, vice-campeão e vencedor em 2019, com dois primeiros lugares. Curiosamente, é um calcanhar de Aquiles para Ogier, que nunca venceu em frente aos apaixonados argentinos.

Portugal

Quando: 21-24 de maio
Piso: cascalho
Assim como Monte Carlo e Suécia, o Rali de Portugal estava na temporada inaugural do WRC, em 1973. Ficou fora de 2002 a 2006, é verdade, mas é figurinha carimbada no calendário, uma das etapas certas em praticamente todo campeonato. Já teve seus momentos no asfalto, mas atualmente é mais cascalho. Ogier não vence por lá desde 2017, porém é quem mais tem vitórias, ao lado do finlandês Markku Alén, com cinco. Tanak venceu em 2019.

Itália

Quando: 4-7 de junho
Piso: cascalho
Também conhecido como Rali da Sardenha, é uma etapa extremamente tradicional, mas que passou por uma mudança de palco nas últimas décadas. É que a prova italiana era disputada na cidade de Sanremo e, em 2004, migrou para a Sardenha, onde está até hoje. Em mais uma etapa do calendário de muita terra, destaque novamente para a lenda Loeb, que venceu quatro vezes, porém Ogier (3) e Thierry Neuville (2) também aparecem com ótimo histórico. Foi lá o palco da maior zebra de 2019, com vitória de Dani Sordo, que quebrou um jejum de seis anos sem subir no topo do pódio.

Quênia

Quando: 16-19 de julho
Piso: cascalho
O fã mais desavisado do WRC pode achar que o Rali Safári, como é conhecido, é uma novidade. É um engano. É, sim, uma etapa que não estava nos últimos anos, mas estamos falando de uma prova que apareceu no primeiro Mundial de Rali, em 1973. E o Quênia teve presença constante até 2002, quando deixou o programa da categoria e passou a ter o Rali Safári servindo para os campeonatos Africano e Queniano. A volta em 2020 promete obstáculos complicados, muita terra e um desafio desconhecido para os competidores.

Finlândia

Quando: 6-9 de agosto
Piso: cascalho
É daqueles ralis que nunca podem deixar o calendário do WRC. Dos mais populares, atrai gente de diversos lugares vizinhos, tem lindas paisagens e um traçado que é um dos mais rápidos do circuito e, ao mesmo tempo, cheio de desafios como obstáculos e saltos enormes. O histórico é de domínio acachapante dos donos da casa, mas o vizinho estoniano Tanak vem de duas vitórias seguidas. Os recordistas são os finlandeses Hannu Mikkola e Marcus Gronholm, com sete vitórias cada.
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Nova Zelândia

Quando: 3-6 de setembro
Piso: cascalho
Demorou, mas o Rali da Nova Zelândia está de volta ao calendário do WRC em 2020. Distante da categoria desde 2012, a etapa volta após anos em que a Austrália foi o único país da Oceania no Mundial. Em 2001, a prova foi eleita pelas equipes a melhor do WRC e, mesmo quando esteve ausente do calendário, seguiu acontecendo por outras competições. Do atual grid, apenas Jari-Matti Latvala e Loeb já venceram por lá.

Turquia

Quando: 24-27 de setembro
Pisocascalho
Palco de uma disputa espetacular em 2018 e de uma quase reviravolta no campeonato de 2019, a Turquia volta para o terceiro ano seguido no calendário do WRC. No total, será a nona vez que o país receberá o Mundial, e apenas Loeb venceu mais de uma vez por lá. No ano passado, o campeão Tanak teve problemas, Ogier venceu e embolou o campeonato. O cenário é de estradas montanhosas e desafiadoras para os competidores em Marmaris.
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Alemanha

Quando: 15-18 de outubro
Piso: asfalto
É na Alemanha que a sequência de etapas no cascalho acaba. O asfalto entra em cena com os carros sendo modificados em suas configurações e ganhando maior precisão nas curvas para percorrerem os vinhedos do país. Desde 2002 no calendário do WRC, só ficou de fora em 2009 e teve Loeb vencendo (acredite) as oito primeiras edições. No entanto, o momento é todo de Tanak, que levou a melhor nas últimas três temporadas em solo alemão em fase de definição dos campeonatos.

Grã-Bretanha

Quando: 29 de outubro – 1° de novembro
Piso: cascalho
Estamos falando aqui de uma prova quase centenária, que teve a primeira edição em 1932. No WRC, palco de muitas decisões de títulos e encerramento de temporadas. Em 2020, o Rali da Grã-Bretanha, no País de Gales, será a penúltima parada, com um histórico de muito sucesso para pilotos nórdicos e para os donos da casa. No entanto, uma das provas mais tradicionais do mundo não tem um grande cara dominante nos recordes. Ogier foi quem mais venceu, mas foram “apenas” cinco vezes em 75 edições.

Japão

Quando: 19-22 de novembro
Piso: asfalto
Agora em Nagoya, o Rali do Japão tende a ser histórico. Mais uma das raras etapas realizadas em asfalto no WRC, apenas sua presença será marcante. O motivo? Será a primeira vez desde 1999 que África e Ásia estarão juntas no programa do Mundial, com os retornos de Quênia e Japão acontecendo no mesmo ano. O histórico japonês no WRC é bem curto: foram seis edições na ilha de Hokkaido. E o finlandês Mikko Hirvonen foi o único piloto a repetir vitória por lá. Em 2020, retorno triunfal, encerrando o calendário e podendo decidir o caneco. Será?